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Projecto TytoTagus


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Está presentemente a decorrer o Projecto TytoTagus, que visa o estudo da dispersão pós-natal da Coruja-das-torres no troço superior do Estuário do Tejo e zonas adjacentes. Este projecto é promovido pelo Laboratório de Ornitologia da Universidade de Évora e conta com o apoio da empresa StrixPlus e de várias entidades com actuação na área de estudo. A Câmara Municipal de Alpiarça é chefe de fila do projecto internacional que permitiu financiar a primeira fase deste estudo (www.ripidurable.com).

O trabalho de campo consistiu na detecção/monitorização de ninhos de Coruja-das-torres e na posterior marcação dos juvenis no ninho com anilhas coloridas. A partir de Agosto e até ao final de 2006, o investimento será feito na recaptura visual das aves marcadas em percursos nocturnos de automóvel.

 

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Autor: Inês Roque /  Juvenil anilhado com anilha metálica e três anilhas coloridas. O código de cores é único, para permitir identificar as aves no campo.

Juvenil anilhado com anilha metálica e três anilhas coloridas. O código de cores é único, para permitir identificar as aves no campo - Ó Inês Roque

A Coruja-das-torres (Tyto alba)

A Coruja-das-torres é uma das cinco espécies de aves de rapina nocturnas residentes em Portugal. Caracterizada pela sua tradicional associação ao Homem, esta espécie sofre directamente os  efeitos da acção humana podendo, no entanto, constituir um importante recurso para a população. Em Inglaterra, por exemplo, é promovida pelos agricultores para controlo das populações de roedores nocivos para as culturas.

Recentemente, as populações europeias de Coruja-das-torres têm vindo a registar um acentuado declínio, pelo que a espécie apresenta um estatuto de conservação desfavorável na Europa (SPEC3). A Coruja-das-torres está protegida ao abrigo do Anexo II da Convenção de CITES, do Anexo II da Convenção de Berna e do Anexo C1 do Regulamento da CEE. 

 



Porquê o Projecto TytoTagus?


O projecto TytoTagus assenta nos resultados de dois estudos complementares, desfasados cerca de 10 anos. O primeiro, realizado na Ponta da Erva (Estuário do Tejo), evidenciou uma afluência significativa de corujas no período de dispersão (Agosto-Outubro) que sucede ao período reprodutor (Março-Julho), quando os juvenis abandonam o território dos pais em busca de um novo território para se estabelecerem. O número de juvenis nesta área é muito superior ao que os casais residentes conseguem produzir.

O segundo estudo, realizado em Coruche, permitiu concluir que o número de casais reprodutores ao longo do Rio Sorraia é muito elevado. Devido à tendência dos juvenis em seguir estruturas lineares na paisagem (ex. linhas de água), este pode ser um local de proveniência dos juvenis encontrados na Ponta da Erva.

No entanto, faltava a ligação estes dois estudos: um procedimento experimental que permitisse seguir os movimentos das jovens corujas desde os ninhos de origem até ao estuário. Assim surgiu o Projecto TytoTagus.

 

Em que consiste o projecto?


Durante 2006 está a decorrer o “ano zero” do projecto TytoTagus, isto é, a equipa está a fazer o reconhecimento da área e a testar as metodologias, para garantir o cumprimento dos objectivos nos anos subsequentes.

Neste primeiro ano, foi feito um investimento na localização/monitorização de ninhos e na marcação individual de juvenis com anilhas coloridas. A fase seguinte, com início em Agosto, consistirá na monitorização dos movimentos pós-natais através de percursos nocturnos para identificação de aves em actividade de caça, bem como da recolha de corujas mortas por atropelamento.

 

O importante papel da população

 

Devido à ocupação preferencial de estruturas artificiais (construídas pelo Homem), os ninhos de Coruja-das-torres são muitas vezes encontrados em terrenos privados. A participação da população é, portanto, essencial ao sucesso do projecto. Este projecto não seria possível sem o apoio de todos quantos nos receberam nas suas propriedades. Fica também o agradecimento às entidades que se disponibilizaram para dar apoio efectivo no terreno: Escola Superior Agrária de Santarém, Alambi, Clube Bio-Ecológico Amigos da Vida Selvagem, Associação TagusNatura, Companhia das Lezírias, GNR (SEPNA) e Campo de Tiro de Alcochete.

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:: Fotos

Fêmea de Coruja-das-torres junto à postura de 6 ovos.


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Inês Roque



Na mesma ninhada encontramos juvenis de Coruja-das-torres em diferentes fases de desenvolvimento. A fêmea põe os ovos com 1 a 3 dias de intervalo e começa a incubar desde o primeiro ovo.


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Inês Roque



 

Na mesma ninhada encontramos juvenis de Coruja-das-torres em diferentes fases de desenvolvimento. A fêmea põe os ovos com 1 a 3 dias de intervalo e começa a incubar desde o primeiro ovo.


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Júilo Caldas

 

 

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:: Documentos


       - TytoTagus ONGOING RIPID -

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