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Câmara Municipal de Alpiarça - Município de Alpiarça

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Câmara Municipal e população defendem direito à saúde

Vigília/concentração junto ao centro de saúde de Alpiarça

EM REUNIÃO COM PRESIDENTE DA CÂMARA : PRESIDENTE DA ARS-LVT GARANTE A VINDA DE 2 MÉDICOS PARA O CENTRO DE SAÚDE DE ALPIARÇA ASSIM QUE ESTEJA CONCLUÍDO PROCESSO DE CREDITAÇÃO JUNTO DA ORDEM DOS MÉDICOS



A Câmara Municipal de Alpiarça, através do Presidente e dos vereadores Carlos Jorge Pereira e João Pedro Arraiolos, marcou presença na vigília/concentração organizada pela Comissão de Utentes de Saúde de Alpiarça, no dia 17 de julho.



Resistindo ao intenso calor – cerca de 40º C –, várias centenas de pessoas estiveram presentes junto ao Centro de Saúde com o objectivo de defender o Serviço Nacional de Saúde e ver garantido o direito à saúde a todos os portugueses inscrito na Constituição da República, e que em Alpiarça se traduz, no imediato, pela exigência da rápida colocação de pelo menos dois médicos e um enfermeiro.



Acedendo ao convite da Comissão de Utentes, Mário Fernando Pereira, Presidente da Câmara, interveio apelando à participação de todos numa luta que é comum na defesa do SNS público, universal e prestador de serviços de qualidade, que garanta o acesso aos cuidados de saúde em condições de igualdade, e que foi uma importante conquista da democracia portuguesa. Nesta intervenção o Presidente prestou contas à população da acção da Câmara ao longo do processo, dos vários contactos estabelecidos e reuniões realizadas com o Governo (através da Secretaria de Estado da saúde) e com as estruturas do Ministério da Saúde (ARS-LVT e ACES Lezíria II) no sentido de ver concretizada a atempada substituição dos dois médicos cubanos que prestavam serviço em Alpiarça.

Assim, o Presidente da Câmara informou que “na última reunião realizada no passado dia 11 de julho, o Presidente da ARS-LVT garantiu que seriam colocados 2 médicos em substituição dos médicos que regressaram a Cuba; esses médicos já se encontram em Portugal e aguardam a aprovação num exame de comunicação em língua portuguesa a realizar, só após o que poderão obter a certificação da Ordem dos Médicos e praticar medicina; no momento em que estiverem disponíveis, serão colocados 2 em Alpiarça”. Referiu ainda Mário Pereira que “a Câmara vai continuar a exigir do Governo o cumprimento rápido deste compromisso, estando em cima da mesa a reivindicação de reabertura 1 dia por semana das extensões de saúde, bem como a necessidade de salvaguardar as questões relacionadas com a aposentação de pessoal do centro de saúde”, tendo salientado o facto de a Câmara Municipal estar inequivocamente ao lado da populaçao na defesa dos seus direitos a serviços públicos de proximidade.

A Comissão de Utentes endereçou convites a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República, fazendo-se representar o PCP (deputado António Filipe) e PEV (Francisco Madeira Lopes e Sónia Colaço), assim como a todos os eleitos autárquicos do concelho e representantes das forças políticas.

O deputado António Filipe afirmou a sua solidariedade e a do PCP com a luta da população de Alpiarça – tal como tem acontecido relativamente às populações de muitos outros concelhos e regiões do país, onde há muitos milhares de utentes sem médico – e informou que apresentou há poucos dias na Assembleia da República uma pergunta ao Governo sobre a necessidade de resolver o problema da falta de médicos de família em Alpiarça. “Não fazemos questão na nacionalidade dos médicos que venham a ser colocados em Alpiarça, embora os dois médicos de nacionalidade cubana tenham deixado uma excelente imagem junto da população que serviram até ao mês passado, queremos é que o problema seja rapidamente resolvido”, afirma António Filipe. “Temos 4.000 pessoas em Alpiarça sem médico de família, numa população diversificada e de idade avançada, isto não pode continuar assim, estamos a falar de direitos, não de privilégios”, reforçou ainda o deputado.

Francisco Madeira Lopes, em representação do PE “Os Verdes” manifestou solidariedade e apoio às reivindicações da população, que ganham ainda mais importância num momento de profunda crise económica e social, com cortes em várias áreas: “Dizem que não há dinheiro para a saúde, mas não mexeram nas parcerias público privadas que sugam os dinheiros públicos, e transferem os custos dos serviços de saúde, de educação e outras para os cidadãos e as autarquias”.

Durante cerca de duas horas, na tribuna instalada ocorreram várias intervenções de utentes, eleitos e membros da Comissão, tendo sido registada a presença solidária da representação do MUSP Santarém e da Comissão de Utentes de Vale de Cavalos.