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Peça do Mês de Maio de 2021

 

Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça
Peça do mês – Maio

Floreira
Cerâmica Francesa
Aristide Bézard

Séc. XIX
37,6 cm X 23 cm X 10,5
CP – MA
Inv. Nº 85.559

 


 

A peça divulgada neste mês de Maio, mês de campos floridos, é uma floreira toda ela decorada com motivos florais.
A peça de artes decorativas é uma cerâmica opaca mais ou menos porosa, policromada e vidrada e é decorada com a técnica em Barbotine (a barbotine é uma pasta de argila diluída em água. A decoração com esta técnica consiste em acrescentar relevos em barbotine nas cerâmicas).
A floreira tem um formato paralelepipédico, com estreitamento da abertura na parte superior, é policromada e vidrada. Tem uma tonalidade acastanhada, caminhando para o cinzento em dégradé, à medida que se aproxima do fundo. Apresenta decoração floral em todas as faces visíveis; nas faces maiores, de um lado, um ramo de roseira, com algumas folhas, que parte da esquerda da composição, em baixo, e descreve um arco em direção ao canto oposto, com uma flor ao início. Duas flores grandes no topo do arco e quatro de menores dimensões. A peça é rematada por outra flor grande e uma menor, bem como dois botões ainda fechados; no outro lado apresenta uma composição mais complexa. Com um pequeno ramo, que parte do centro para a esquerda. De um núcleo de folhas, seguido de quatro flores, uma delas parcialmente oculta, e rematado por três folhas; ligeiramente inclinado para a direita, um ramo de silva com algumas amoras maduras pendentes; à extrema direita da composição, três folhas de roseira do ramo que compõem a face menor desse lado; partindo de cima e ocupando a parte central da composição, um ramo com folhas em tonalidades amarelas e avermelhadas.
Nas faces menores, de um lado, o caule já referido, cujas folhas ocupam uma face maior, bifurcando junto à base, mas sem folhas nessa face, e a assinatura, no canto inferior direito “Bézard”, do lado oposto, um pequeno ramo de roseira, com quatro botões por abrir. Na base, ao centro, a seguinte inscrição, a azul, em duas linhas: “Montigny S. Loing/DX” e no canto superior esquerdo, o número “300” inciso.
A floreira, datada do Século XIX, é de estilo Arte Nova, este é inspirado, principalmente, por formas e estruturas naturais, flores, plantas e também por linhas curvas. A Arte Nova é uma reação à arte académica do inícios do século XIX. Apesar de este estilo ter sido substituído pelos estilos modernistas do século XX, é, atualmente, considerado uma importante transição entre o historicismo e o modernismo.

 

Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça


 

  

 

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